Para suprir minha ausência de quase 4 meses, escrevo uma coluna objetiva e direta (até porque ninguém lê nada além de 2 ou 3 paragrafos) com breves recomendações de alguns dos últimos filmes que assisti.
De trás pra frente, começo com O Curioso Caso de Benjamim Button, de David Fincher, o mesmo diretor de Zodíaco. Charles Chaplin já dizia: “Deveríamos nascer velhos e rejuvenescer ao passar dos anos”. Pois bem, aí está o filme. Muito bom por sinal, alternando momentos cômicos com dramáticos, sempre nos lembrando que o homem, mesmo rejuvenescendo, não escapa do fim. Não importa em que sentido se ande.
Rebobine, Por Favor. Ainda nessa onde de trás pra frente, vem o filme do grande diretor de vídeo clipes Michel Gondry. Tema interresante, mas mal aproveitado. Cinema é criatividade e não indústria (exceto nos EUA) e este filme acaba tratando tal assunto com uma infantilidade desnecessária. É melhor que o diretor volte a fazer apenas vídeo clipes.
Já que temos que escolher o que ver, Ensaio sobre a Cegueira nos indaga: você é uma pessoa melhor ou pior quando ninguém está olhando? Estamos realmente cegos uns com os outros? Fernando Meirelles trouxe brilhantemente o livro de Saramago às telas, mantendo vivas suas indagações (ou serão denúncias) sobre a natureza humana.
Vicky, Cristina, Barcelona. De cara, três coisas boas. Pra completar ainda tem Wood Allen na direção e Penélope Cruz como coadjuvante (isso seria um crime se não tivéssemos Scarlett Johansson e Rebecca Hall como personagens principais). Parece que Wood Allen bebeu um pouco na fonte de Almodóvar, mas sem deixar de lado seu humor e seus personagens complexos e/ou esquizofrênicos. Javier Barden é um cara de sorte, faz parceria com provavelmente as três mulheres mais bonitas do cinema atual.
Pois bem, para ressuscitar essa coluna, citei quatro grandes filmes, indispensáveis para qualquer cinéfilo. Espero que as dicas compensem minha ausência e prometo assistir mais filmes para poder comentá-los aqui.
Abraço a todos.
PS: Me perguntaram em uma coluna anterior se eu era a favor da pirataria. Pois digo que sou. Claro que filmes piratas deixam a desejar na qualidade, seja da imagem, seja do som ou até de ambos. Mas os preços exorbitantes dos cinemas atuais acabam causando isso. É melhor que o publico veja seu filme, mesmo com uma qualidade pior, do que não veja de forma nenhuma. Afinal, Cinema é fazer para mostrar.